Esta humilde, fragílima candeia
Trabalhada no ferro e à melhor chama,
Cheia de oliva da mais verde rama
Sinto aquecida por vontade alheia.
Minha língua de fogo, --- alma que te ama, ---
Para a face te ver, se estira e ondeia:
No ígneo fumo --- o meu sonho te volteia,
No áureo azeite --- o meu sangue se derrama.
Com a tua mão, abriga-me do vento
Poupando o azeite fugitivo e oculto
Com que as chamas votivas alimento.
Quando o meu fumo subir, acolhe-o:
E que eu me acenda para honrar teu culto
Até a última gota do meu óleo...
Trabalhada no ferro e à melhor chama,
Cheia de oliva da mais verde rama
Sinto aquecida por vontade alheia.
Minha língua de fogo, --- alma que te ama, ---
Para a face te ver, se estira e ondeia:
No ígneo fumo --- o meu sonho te volteia,
No áureo azeite --- o meu sangue se derrama.
Com a tua mão, abriga-me do vento
Poupando o azeite fugitivo e oculto
Com que as chamas votivas alimento.
Quando o meu fumo subir, acolhe-o:
E que eu me acenda para honrar teu culto
Até a última gota do meu óleo...
Humberto Campos

