sábado, 10 de maio de 2008

Vórtice


E tudo o que resta são notas. Notas frias e embreagadas de suor. Aquele mau cheiro o acompanha sempre, parece que vem dele mesmo. Não há mais nada com o que brincar, não há mais nada que o faça rir. Ele destruiu todo as marcas, tudo o que fazia dele um amante, o meu amante. E quem irá ganhar essa guerra? Não há inimigos, não há mais deus, deuses, ou qualquer coisa para acreditar. Os velhos nômades que ele seguia não estão mais lá. Não há pegadas para seguir nem estrada para voltar. E o menino se perdeu no meio do caminho, o cheiro do horror dos dias passados não o deixa sentir, não o deixa respirar.
O guerreiro o chama, mas ele já não escuta mais.
Um vórtice de loucura, o poço, a saída, o cheiro das notas, o frio, a confusão, o horror...

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